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Como funciona o radar com IA que aplicou 20 mil multas em 5 meses no Brasil

Recentemente, um novo tipo de fiscalização eletrônica ganhou as manchetes no Brasil por sua eficiência (e para o azar dos apressadinhos): um radar inteligente capaz de registrar milhares de infrações em tempo recorde.

Diferente dos radares convencionais, que apenas medem a velocidade, essa nova geração utiliza Inteligência Artificial (IA) e visão computacional para monitorar o comportamento do motorista em tempo real.

Como funciona a tecnologia?
O segredo não está apenas no sensor de velocidade, mas no "cérebro" por trás das câmeras. Veja os pilares desse funcionamento:
1. Visão Computacional e OCR
O radar utiliza câmeras de altíssima resolução equipadas com tecnologia OCR (Optical Character Recognition). Isso permite que o sistema identifique a placa do veículo instantaneamente, cruzando os dados com a base do Detran para verificar se o carro está com o licenciamento em dia ou se tem queixa de roubo.
2. Redes Neurais para Detecção de Comportamento
A IA é treinada para reconhecer padrões de imagem. Ela não "vê" apenas um carro passando; ela identifica:

3. Análise em Tempo Real e Triagem
Antigamente, um agente precisava olhar imagem por imagem. Agora, a IA faz uma pré-seleção. Ela descarta os motoristas que estão dentro da lei e envia apenas as evidências das infrações para uma central de validação humana. Isso aumenta a escala de multas sem a necessidade de centenas de funcionários.

Por que ele é tão "produtivo"?
O número impressionante de 20 mil multas em 5 meses ocorre por três motivos principais:

A IA pode errar?
Embora a tecnologia seja altamente precisa, ela não é infalível. Obras na pista, sombras projetadas ou reflexos podem gerar falsos positivos. É por isso que, por lei, toda multa gerada por IA precisa de uma validação humana antes de ser enviada para o endereço do motorista. O software sugere a infração, mas o agente de trânsito dá a palavra final.

Dica de Segurança: A melhor forma de "vencer" a IA não é com tecnologia, mas com o básico: mãos no volante, cinto afivelado e atenção às placas de sinalização.