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Mudança à vista: motoristas das categorias A e B terão que passar por teste inédito

O universo das leis de trânsito está prestes a passar por uma de suas maiores reformulações dos últimos anos. Uma nova medida promete impactar diretamente os condutores de carros e motos (categorias A e B): a implementação de um teste inédito obrigatório.

A mudança, que já está gerando debates entre especialistas e motoristas, visa atualizar o processo de avaliação e garantir mais segurança nas vias brasileiras.

O que muda na prática?

Até então, as principais atualizações e testes rigorosos (como o exame toxicológico) ficavam restritos aos motoristas profissionais das categorias C, D e E. Agora, o foco se volta para a base da pirâmide do trânsito.
Embora o formato exato ainda esteja sendo regulamentado pelos órgãos competentes, a proposta do novo teste gira em torno de três pilares principais:

Quem precisará fazer o novo teste?

A obrigatoriedade não será imediata para quem acabou de renovar o documento, mas seguirá um cronograma progressivo. Veja como deve funcionar:


Perfil do Motorista

Quando deverá realizar o teste?

Novos Habilitados

Já na fase de retirada da Permissão para Dirigir (PPD).

Renovação de CNH

No momento de renovar o documento (a cada 5 ou 10 anos, dependendo da idade).

Infratores Recorrentes

Motoristas que estourarem o limite de pontos por infrações graves/gravíssimas.

Qual é o objetivo real da medida?

O principal argumento dos defensores da mudança é a defasagem do modelo atual. Muitas pessoas tiram a CNH e passam décadas sem atualizar seus conhecimentos teóricos ou práticos, ignorando novas placas, mudanças na preferencial e tecnologias automotivas.

Nota: Dados apontam que a falha humana e a falta de percepção de risco são responsáveis por mais de 90% dos acidentes de trânsito no país. O novo teste busca atacar justamente essa estatística.

Próximos Passos

A medida ainda passará por períodos de transição e adaptação dos Detrans estaduais. Para os motoristas, o conselho é manter a atenção redobrada às regras vigentes e, acima de tudo, praticar a direção defensiva. Afinal, quem já dirige com consciência não terá o que temer com o novo exame.